quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Jó acusa a seus amigos de falta de compaixão e misericórdia...

Jó 16:1 a 22 e 17:1 a 16
Jó acusa a seus amigos de falta de compaixão e misericórdia
1  ENTÃO respondeu Jó, dizendo:
2  Tenho ouvido muitas coisas como estas; todos vós sois consoladores molestos.
3  Porventura não terão fim essas palavras de vento? Ou o que te irrita, para assim responderes?
4  Falaria eu também como vós falais, se a vossa alma estivesse em lugar da minha alma, ou amontoaria palavras contra vós, e menearia contra vós a minha cabeça?
5  Antes vos fortaleceria com a minha boca, e a consolação dos meus lábios abrandaria a vossa dor.
6  Se eu falar, a minha dor não cessa, e, calando-me eu, qual é o meu alívio?
7  Na verdade, agora tu me tens fatigado; tu assolaste toda a minha companhia,
8  Testemunha disto é que já me fizeste enrugado, e a minha magreza já se levanta contra mim, e no meu rosto testifica contra mim.
9  Na sua ira me despedaçou, e ele me perseguiu; rangeu os seus dentes contra mim; aguça o meu adversário os seus olhos contra mim.
10  Abrem a sua boca contra mim; com desprezo me feriram nos queixos, e contra mim se ajuntam todos.
11  Entrega-me Deus ao perverso, e nas mãos dos ímpios me faz cair.
12  Descansado estava eu, porém ele me quebrantou; e pegou-me pela cerviz, e me despedaçou; também me pôs por seu alvo.
13  Cercam-me os seus flecheiros; atravessa-me os rins, e não me poupa, e o meu fel derrama sobre a terra,
14  Fere-me com ferimento sobre ferimento; arremete contra mim como um valente.
15  Cosi sobre a minha pele o cilício, e revolvi a minha cabeça no pó.
16  O meu rosto está todo avermelhado de chorar, e sobre as minhas pálpebras está a sombra da morte:
17  Apesar de não haver violência nas minhas mãos, e de ser pura a minha oração.
18  Ah! terra, não cubras o meu sangue e não haja lugar para ocultar o meu clamor!
19  Eis que também agora a minha testemunha está no céu, e nas alturas o meu testemunho está.
20  Os meus amigos são os que zombam de mim; os meus olhos se desfazem em lágrimas diante de Deus.
21  Ah! se alguém pudesse contender com Deus pelo homem, como o homem pelo seu próximo!
22  Porque decorridos poucos anos, eu seguirei o caminho por onde não tornarei.

CAPÍTULO 17
1  O MEU espírito se vai consumindo, os meus dias se vão apagando, e só tenho perante mim a sepultura.
2  Deveras estou cercado de zombadores, e os meus olhos contemplam as suas provocações.
3  Promete agora, e dá-me um fiador para contigo; quem há que me dê a mão?
4  Porque aos seus corações encobriste o entendimento, por isso não os exaltarás.
5  O que denuncia os seus amigos, a fim de serem despojados, também os olhos de seus filhos desfalecerão.
6  Porém a mim me pôs por um provérbio dos povos, de modo que me tornei uma abominação para eles.
7  Pelo que já se escureceram de mágoa os meus olhos, e já todos os meus membros são como a sombra.
8  Os retos pasmarão disto, e o inocente se levantará contra o hipócrita.
9  E o justo seguirá o seu caminho firmemente, e o puro de mãos irá crescendo em força.
10  Mas, na verdade, tornai todos vós e vinde; porque sábio nenhum acharei entre vós.
11  Os meus dias passaram, e malograram os meus propósitos, as aspirações do meu coração.
12  Trocaram a noite em dia; a luz está perto do fim, por causa das trevas.
13  Se eu esperar, a sepultura será a minha casa; nas trevas estenderei a minha cama.
14  À corrupção clamo: Tu és meu pai; e aos vermes: Vós sois minha mãe e minha irmã.
15  Onde, pois, estaria agora a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?
16  As barras da sepultura descerão quando juntamente no pó teremos descanso.
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