quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A esposa anela pelo seu esposo...

Cantares de Salomão 1:1 a 17; 2:1 a 17 3:1 a 5
A esposa anela pelo seu esposo
1  CÂNTICO dos cânticos, que é de Salomão.
2  Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho.
3  Suave é o aroma dos teus ungüentos; como o ungüento derramado é o teu nome; por isso as virgens te amam.
4  Leva-me tu; correremos após ti. O rei me introduziu nas suas câmaras; em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; os retos te amam.
5  Eu sou morena, porém formosa, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão.
6  Não olheis para o eu ser morena; porque o sol resplandeceu sobre mim; os filhos de minha mãe indignaram-se contra mim, puseram-me por guarda das vinhas; a minha vinha, porém, não guardei.
7  Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma: Onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes descansar ao meio-dia; pois por que razão seria eu como a que anda errante junto aos rebanhos de teus companheiros?
8  Se tu não o sabes, ó mais formosa entre as mulheres, sai-te pelas pisadas do rebanho, e apascenta as tuas cabras junto às moradas dos pastores.
9  Às éguas dos carros de Faraó te comparo, ó meu amor.
10  Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares.
11  Enfeites de ouro te faremos, com incrustações de prata.
12  Enquanto o rei está assentado à sua mesa, o meu nardo exala o seu perfume.
13  O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra, posto entre os meus seios.
14  Como um ramalhete de hena nas vinhas de En-Gedi é para mim o meu amado.

15  Eis que és formosa, ó meu amor, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas.
16  Eis que és formoso, ó amado meu, e também amável; o nosso leito é verde.
17  As traves da nossa casa são de cedro, as nossas varandas de cipreste.
Cantares de Salomão 2:1 a 17 
1  EU sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.
2  Qual o lírio entre os espinhos, tal é meu amor entre as filhas.
3  Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar.
4  Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor.
5  Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor.
6  A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace.
7  Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.
8  Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros.

9  O meu amado é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado; eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, espreitando pelas grades.
10  O meu amado fala e me diz: Levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem.
11  Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi;
12  Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra.
13  A figueira já deu os seus figos verdes, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem.
14  Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face graciosa.
15  Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.
16  O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios.
17  Até que refresque o dia, e fujam as sombras, volta, amado meu; faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados sobre os montes de Beter.
Cantares de Salomão 3:1 a 5
1  DE noite, em minha cama, busquei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o, e não o achei.
2  Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o, e não o achei.

3  Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade; eu lhes perguntei: Vistes aquele a quem ama a minha alma?
4  Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma; agarrei-me a ele, e não o larguei, até que o introduzi em casa de minha mãe, na câmara daquela que me gerou.

5  Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o meu amor, até que queira.
http://oatalaiadosultimosdias.blogspot.com/

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